Domingo, 22 de Março de 2009

Brasil x Brasil

A luta de um brasileiro contra o BRA$IL DE TODOS

http://www.umarapidinha.blogspot.com/

O que estamos observando nesses últimos meses é uma verdadeira batalha contra a emersão do que se pode chamar de "o maior escândalo brasileiro de todos os tempos", sem exagero algum, que envolve as cúpulas dos três poderes constituídos, sem contar com a participação de grandes sistemas financeiros e empresariais. O caso do banqueiro Daniel Dantas, ou "banqueiro-bandido", como prefere o delegado (ou já se pode dizer ex-delegado?) Protógenes Queiroz, é o ápice da corrupção brasileira, encrostada no cerne dos poderes, da cultura e dos processos que engrenam a grande máquina político-administrativa-financeira brasileira há anos. Protógenes, como um exímio representante dessa nova safra de concursados desprovidos das amarras viciadas com o jogo sujo dos antigos e ainda presentes agentes públicos e privados , essa nova leva de jovens inteligentes e compromissados apenas com o bem-executar de suas funções, é o bode-expiatório da vez. Ele foi muito mais além do que a já engessada polícia federal costuma atribuir aos seus delegados. Ele descobriu uma grande rede de corrupção, que envolve estrondosos fraudes, lavagens de dinheiro e desvios de verbas, que decompõe qualquer inicitativa de progresso e desenvolvimento, praticada desde há muito tempo, que vai muito mais além do que se supunha. Com os maiores representantes públicos de nosso país envolvidos nesse grande e interminável esquema, não é de se admirar que o banqueiro-bandido, um sujeito de altíssima periculosidade, ainda esteja em liberdade. Agora o governo fala em cortar bilhões em gastos. Como? Pergunto eu. Como assim? Cortar gastos sem levantar um alfinete para deter essa nojeira que faz do Brasil um país inerte e decadente?! Falam, entre outras coisas, cortar gastos com concursos públicos. Pra quê? Pra evitar que outros Protógenes ingressem no serviço público e atrapalhem os escusos planos dessa corja inescrupulosa, criminosa que detêm, retêm os poderes constituídos, com parceria com os bilionários especuladores financeiros? Hoje, definitivamente, não serão a polícia, a justiça, o legislativo ou o governo que irão tomar iniciativas que eliminem e expurguinem esses atos e atores extremamente nocivos a uma sociedade que pretende sair do estado de miséria em que vive. Não. Definitivamente não serão essas instituições. Pelo menos não com seus atuais reprentantes lá apossados (e não empossados). Tais insígneas instituídas para servir o povo já estão com o câncer da corrupção putrefada instalado em seu ventre há muito tempo. Temos, sim, que expulsar tal enfermidade dessas instituições. O povo é um único detentor desse poder. Pena que somos tão maciçamente alienados para tentar, esboçar sequer, uma reação na qual façamos valer que “O poder emana do povo”. Numa tentativa derradeira e desesperada de se fazer ouvir, Protógenes Queiroz escreveu uma carta endereçada ao Presidente Barack Obama, leia a carta na íntegra. http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/carta-ao-presidente-obama. Agora pense e reflita: como é duro lutar por uma ética, um pouco de sensatez, um pouco de vergonha-na-cara, um pouco de honestidade nesse país onde praticamente todos os seus representantes estão amarrados uns aos outros por laços de crimes funestos de toda espécie, laços esses que criam uma barreira quase intransponível de lucidação da verdade para o estancar das torneiras corruptivas e permitir o ingresso do Brasil num patamar de decência. Se você corre para a polícia federal, estadual, essas estão nas mãos de governos (federal, estadual) podres e totalmente vendidos aos grandes banqueiros e conglomerados financeiros, que também dominam o judiciário fraco e corrompido, que trabalha em cima de leis ineficazes e cheias de brechas, elaboradas por um legislativo corporativista, igualmente vendido, que trabalha sempre em pról de suas próprias benesses. Enfim, será que estamos num verdadeiro "mato-sem-cachorro" ou numa selva recheadas de grandes lobos, coiotes e raposas velhas que detêm em suas mentes tacanhas apenas o uníco intuito de sobrepujar as leis e usufruir das formas mais hediondas possíveis do patrimônio financeiro nacional, onde o que menos importa é fazer política social, política que gere desenvolvimento e justiça de verdade para todos. Mais um esquartejamento público está sendo feito e nós, aqui, só olhando do camorote dos inertes, simples passivadores, meros espectadores da balbúrdia e farra com a dignidade humana.

Por Alessandro Litrento

 
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